domingo, 8 de maio de 2016

Escoliose - Reabilitação com Bandagem Neuromuscular e Pilates

      A escoliose é uma deformação congênita morfológica da coluna vertebral, que pode ser em formato de C ou em S.

Fonte: http://pt-br.infomedica.wikia.com/wiki/Desvios_de_Coluna

A escoliose pode ser classificada em três tipos:

Escoliose Congênita: É de nascença que acaba surgindo como o resultado de uma má formação de parte da coluna vertebral durante o seu período de desenvolvimento.

Escoliose Neuromuscular: Ocorre por fraqueza muscular. A coluna vertebral assume uma longa curva em forma de C, principalmente em crianças, pois não são capazes de suportar o próprio corpo em virtude do tronco muito fraco.

Escoliose Idiopática: Não tem necessariamente uma causa definida. Muitas causas já foram apontadas, como hereditariedade, mas mas nada conclusivo. Pode ser ainda: Infantil, Adolescente ou Adulto.

Sinais e Sintomas 
  • Cintura com aparência desigual
  • Corpo em  inclinação maior para um dos lados
  • Assimetria do Triângulo de Thales
  • Ombros e Quadris assimétricos
  • Desconforto muscular
  • Assimetria de Membros Inferiores (Uma perna menor que a outra)
  • Rotação de tronco
  • Assimetria de escapulas

Fonte: http://sergionunespersonal.blogspot.com.br/2013/06/escoliose.html

Fisiologia

Localização: Cervical (C1-C7), Cervico- Dorsal (C7-T1), Dorsal (T2,T12), Dorso- Lombar (T12- L1),  Lombar (L2-L4).

Lateralidade: Direita ou esquerda.

Quantidade de curvas: Simples ou dupla.

Etiologia: Idiopática (65-80%), Má formação Congênita, Neuromusculares (Paralíticas), outras causas.

Diagnóstico

       O diagnóstico se faz com o auxílio de um Raio-X de vista Posterior e Lateral em conjunto com a Avaliação Postural Funcional. Para detectar o tipo de desvio, localidade,  lateralidade, quantidade de curvas e grau da lesão.

Infantil (0-3 anos): 20º, maior maturidade óssea, topografia torácica.
Juvenil (3-10 anos): 30º, dorso plano, topografia torácica esquerda.
Adolescência (< 10 anos): Sexo feminino, ausência de menarca, curva dupla, idade precoce, maior maturidade óssea.

Fonte: http://marcoadded.com.br/entendendo-as-escolioses/

Tratamento

    Na escoliose idiopática (maioria dos casos)  pode ser conservador ou cirúrgico. O conservador com objetivo de desacelerar a progressão da escoliose, abordagem funcional e utilização de órtese. No tratamento funcional é trabalhado a correção postural, tração , cinesioterapia, pilates, RPG, Bandagem Neuromuscular e como codjuvante nessas técnicas pode fazer-se necessário o uso de órtese (Colete).

Fonte: http://www.tratamentodecoluna.com.br/website/index.php/qual-o-colete-usado-no-tratamento-da-escoliose

Órtese: Tem  maior eficácia  e é indicado quando a curvatura está igual ou superior a 20º acompanhado de risco de progressão. A duração da utilização da órtese depende da evolução do paciente.

Fonte: http://www.duevitta.com.br/fotosbanda.html

Bandagem Neuromuscular: É utilizada com combinações de técnicas podendo relaxar um grupo muscular e tonificando outro grupo. Desta forma, conseguimos diminuir as rotações e as assimetrias corporais gerados pela deformidade da coluna vertebral.

Pilates: Na reabilitação das escolioses o pilates vem como uma grande arma para equilíbrio das cadeias musculares, não somente lateral de tronco, mas também ântero-posterior. Esqueça aquela ideia antiga de trabalhar mais um lado do que o outro, buscamos a simetria e um trabalho global, dentro do ambiente do pilates não temos aparato para precisão de quanto um lado precisa mais que o outro.

Objetivos:
1) Melhora da transferência de peso, tanto ântero - posterior quando latero - lateral.
Exercícios de transferência de peso em pé, deixar o aluno/ paciente consciente de toda a descarga de peso que vem desde a cabeça, tronco, distribuído para a pelve e membros inferiores. Como a descarga de peso funciona nos pés, qual região recebe maior porção de peso, média e menor? O trabalho com balanço em pé, colocando o peso em diferentes regiões dos pés.
2) Aumento da mobilidade de coluna.
Os enrolamentos são de suma importância, trabalhar no desenvolvimento postural, deitado, sentando, ajoelhado e em pé. No caso ajoelhado podemos trabalhar o alongamento somente do tronco superior, essencial no caso das rotações de tronco. Preconizando a simetria ou o mais próximo dela. O gato (cat), ponte sobre os ombros (shoulder brideg, pelvic lifts)), breathing no Cadillac, empurrar a barra (push through), roll down, roll up, são alguns exercícios que podemos citar aqui.
3) Fortalecimento do power house (core).
É bom lembrar que os exercícios que saem do plano sagital ou mediano estão classificados no pilates como exercícios intermediários e são essenciais para a reabilitação da escoliose, ou seja, um aluno/ paciente iniciante precisa ter um power house fortalecido para somente depois realizar as mobilidades laterais e torções de tronco.
4) Maior organização das cinturas escapular e pélvica.
Aqui é minha parte preferida, trabalhar as dissociações de cintura, escapular e pélvica.
5) Reequilíbrio muscular.
Neste ponto entra todos os exercícios de alongamento com fortalecimento contralateral, mermaids e twist. Percebe o caminho percorrido até chegar nesse ponto? Outro músculo importante para ser trabalhado é o tensor da fáscia lata, que geralmente é esquecido, sendo este determinante nas lateralizações da pelve.
6) E por fim, melhora do conforto muscular! 

Bibliografia:
- Actitud diagnóstico-terapéutica antes una escoliosis; E. Enríquez. M.ª C. Sabaté, M. Sabaté, J.M.
Abreu; Servicio de Rehabilitación. Hospital Universitario de Canarias. Tenerife. BSCP Can Ped
2001; 25- nº 3.
- Reducação Postural Global, método do campo fechado; P. E. Souchard - 6 ed
- Músculos Provas e Funções, com Postura e Dor; Florence Peterson Kendall, Elizabeth Kendall, Patricia Geise Provance - 4 ed
- Anatomia Humana, Podemos ir direto ao assunto?: Lucio Sleutjes - 1 ed

Fer e Hana

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